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A mitologia de One Piece

 

Por: Eduardo Cosso

 

Depois de um longo tempo, estou de volta com um anime que está batendo vários recordes no mundo do manga e animê.  Infelizmente, no Brasil o anime não faz tanto sucesso, tudo por causa da versão a nós apresentada, que é a censurada vinda dos Estados Unidos.

            Para quem acompanha a história por fansubber, a série é um enorme sucesso.  O manga já ultrapassou as vendas de Dragon Ball em oito milhões de exemplares vendidos e é considerado o seu sucessor por muitos fãs. Um assunto que o mundo do entretenimento já tratou durante anos e que voltou à tona com a trilogia de filmes “Piratas do Caribe” de 2003, mas, em 1997, o mangaka Eiichiro Oda lançou pela revista Weekly Shonen Jump a história de Luffy que quer se tornar o Rei dos Piratas. Somente em 1999, a Toei Animation lançou o anime pelo canal japonês Asahi — a sua audiência é uma das maiores do canal.

            O gênero é aventura, ação e comédia. Com o passar dos episódios, vários personagens vão surgindo para acompanhar Monkey D. Luffy ou Ruffy em sua jornada. Como o manga se encontra, segundo o autor, na metade, teremos muitos personagens novos até o final.

            Porém, o objetivo dessa coluna é mostrar a história que ocorre entre as aventuras da tripulação do Chapéu de Palha, a qual eu chamo de episódios mitológicos.

            A separação dos arcos é feia com poucos episódios que mostram o que está ocorrendo no mundo de One Piece fora dos arcos. Os acontecimentos vão se juntando para que mais para frente as aventuras sejam mais perigosas.

            Quem nunca leu sobre a Santa Terra de Mariejoa ou nos Shichibukai se encontrando com a Marianha para decidir sobre um novo membro, já que o Crocodile foi derrotado. Ou da luta entre o Barba Negra com o Ace, onde observamos o enorme poder de um personagem, comendo uma Akuma no Mi, que apareceu no começo do arco Skypiea, tentando lutar contra o Ruffy.  

            A primeira aparição de Monkey D. Dragon faz parte da mitologia, afinal ele é o líder dos Revolucionários, assim como Monkey D. Garp, que é vice-almirante da Marianha. Esses acontecimentos tornam o animê mais amocionante. Os fãs sabem que isso tudo que é mostrado vai ser usado no futuro, e que a série vai ficar extremamente emocionante, deixando o interesse sempre em alta.

Quem assistir as batalhas da Tripulação do Chapéu de Palha, verá que existe um “movimento” por trás dessa história e irá esperar que tudo se encontre, cuminando um final extremamente emocionante para toda a saga.

Existem alguns conflitos entre quem curte animê. Muitos odeiam One Piece, alguns acham muito longo, outros não gostam dos primeiros episódios. Conforme você vai assistindo, percebe que os personagens são carismáticos, os inimigos, poderosos e, mesmo assim, vão sendo derrotados. Tudo isso sem contar a comédia que é sempre presente, lembrando alguns momentos Dragon Ball.

Não é só porque há muitos fãs ou que existe a chamada “modinha” que o animê é ruim. Considerando isso um argumento, ele apresenta várias falhas. Mas o que importa é a qualidade de roteiro e o desenvolvimento de personagens, que acabam transformando o produto final em sucesso.

Se você gostou dessa coluna, tiver dúvidas ou sugestões, não deixe de mandar um e-mail. Se houve interesse, continuarei a escrever sobre o mundo de One Piece.

 

 

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