Mobile Suit Gundam Seed

Mobile Suit Gundam Seed Destiny

 

Por: Eduardo Cosso

E-mail: anime_se@hotmail.com

 

 

Na minha estréia como colunista deste eletrizante site, escolhi um anime de mecha, que fez muito sucesso no Japão nos anos 2000 e é também um dos meus preferidos.

Feitas as “apresentações”, convido vocês a conhecer, agora, as séries Gundam, que figuram fora da cronologia oficial da série. Não que não faça parte, mas a mitologia foge dos quase 30 anos de existência de uma das séries de ficção mais interessantes já lançadas.

            Produzida em 2002, Gundam Seed mostra uma guerra entre humanos normais (Naturais) e os humanos geneticamente superiores, que foram criados através de engenharia genética, os chamados Coordenadores (Coordinators).

            A guerra se divide entre a aliança terrestre, as forças de ZAFT e os países neutros, como ORB, que não estão do lado de ninguém, mas que, de alguma forma, terão de agir devido às circunstâncias apresentadas no decorrer do conflito.

             Sendo seres humanos com habilidades superiores às de um humano normal, existem pessoas que os abominam — os mais extremistas são os Blue Cosmos, que pregam a extinção das “anomalias”.

            Como toda guerra, cada lado tem seu ideal. Ainda que com sacrifícios, o importante é ganhar a disputa, mesmo tendo que usar pessoas inocentes para tanto. A violência apresentada em toda a série não é leve, afinal em uma guerra nada é bonito.

            O visual da série é bem colorido, os personagens têm sentimentos fortes e não são apenas meros figurantes que existem só para fazer a estória andar. Claro que existem graus de importância, nada que deixe quem assiste chocado quando um personagem morre em algum confronto.

            Como toda série Gundam que se preze, existe sempre algum personagem que usa uma máscara, e nessas séries não ocorre diferente. São personagens importantes na trama, sempre transmitindo sentimentos diferentes para quem assiste toda a trama.

            Um aspecto importante que deve ser visto é o preconceito, seja pela inveja da pessoa ser superior ou mesmo por medo do diferente. Existem alguns exemplos no nosso mundo, tal como o preconceito entre as pessoas brancas e negras e contra os homossexuais.

            Nos dias atuais se discute muito a genética, clonagem e outros temas ainda polêmicos, talvez pelo medo de que ocorram manifestos, repúdio e muito preconceito, podendo ocasionar protestos por diversas comunidades.

            Voltando ao anime, temos o protagonista Kira Yamato, que vive em paz na neutra colônia espacial Heliópolis, pertecente à ORB. Tudo ia bem até que um ataque provoca muita confusão, os habitantes se escondem nos abrigos e, ainda por cima, quatro Gundam são roubados por ZAFT.

            No meio da confusão, o amigo de infância de Kira, Athrun Zala, é reconhecido como um dos pilotos da ZAFT. Agora os dois antigos amigos se tornam inimigos, pois Kira pilota o Gundam Strike e proteje seus amigos que estavam em perigo, matando um companheiro de Athrun.

            Depois disso, a colônia espacial é destruída no combate e junto com uma nave de ORB luta para voltar à Terra, onde a série irá ter várias revelações e mudanças de enredo.

            A continuação Gundam Seed Destiny conclui a trama. Mesmo sendo um pouco inferior à original, reúne uma trama bem realizada, onde nada é o que parece ser. Dessa vez, temos um novo personagem principal, Shinn Asuka, que muitas vezes faz as vezes de vilão, mas que na verdade é uma pessoa sofrida pelas sequelas da guerra.

            Nessa fase, os personagens originais estão dois anos mais velhos, porém o ódio causado pela guerra continua, e, assim, um novo conflito se inicia. Vale a pena destacar o episódio que a Terra é bombardeada por fragmentos vindos do espaço, causando muita destruição.

            Fora dito que dessa vez a trama era apenas um fio e que não fizeram um bom trabalho no roteiro, porém o público realmente apreciou esse anime, cujos DVDs foram uns dos mais vendidos no Japão.

            Um dos pontos altos do anime são as canções de abertura e encerramento, todas de bandas famosas de J-Pop, passando de See-Saw a T.M. Revolution. As músicas incidentais também são muito boas, algumas famosas tocam nas cenas mais importantes da estória.

            Muitos reclamam que existem cenas repetidas durante o anime, seja de personagens morrendo, seja de mobiles suits sendo destruídos, mas muitos usam esse recurso para baratear a produção ou para produzir mais episódios.

            Os dubladores foram muito bem escolhidos, dando ótima personalidade aos personagens, assim como o desenho de personagens que é muito bonito, apesar de algumas reclamações sobre aparência quase iguais de alguns deles.

            Os episódios resumo estão presentes nas duas séries — mesmo a continuação se utiliza de cenas da anterior. Para quem compra DVD, isso é dispensável, mas, durante a exibição semanal, existe a necessidade de lembrar a quem assiste, os fatos importantes passados durante toda a série.

            Já está em pré-produção o longa animado, porém ainda sem data definida para  seu lançamento. Se depender da qualidade do anime, esse movie será de ótima qualidade, tanto em sua animação quanto em sua trilha sonora.

            Para quem nunca assistiu um anime Gundam ou apenas teve a chance de assistir a Gundam Wing, é uma boa pedida assistir aos 100 episódios dessas duas séries para se inteirar desse universo tão imenso que é Mobile Suit Gundam.

 

 

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